18 de maio de 2010





















Amor Ilimitado

Algum homem indigno de ser possuidor.
De amor velho ou novo, sendo ele próprio falso ou fraco.
Pensou que a sua dor e vergonha seriam menores,
Se a sua ira sobre as mulheres descarregasse.
E então uma lei nasceu:
Que cada uma, um só homem conhecesse.
Mas são assim as outras criaturas?
É o sol, a lua, as estrelas proibidas por lei.
De sorrir para onde lhes apetece, ou de esbanjar a sua luz?
Divorciam-se os pássaros, ou são censurados.
Se abandonarem o seu par, ou dormem fora uma noite?
Os animais não perdem as suas pensões.
Ainda que escolham novos amantes,
Mas nós fizemo-nos piores do que eles.
Quem já armou belos navios para ancorar nos portos,
Em vez de buscar novas terras, ou negociar com todos?
Ou construiu belas casas, plantou árvores e arbustos,
Apenas para trancá-las, ou então deixá-los cair?
O Bom não é bom, a não ser.
Que mil coisas possua,
Mas arruína-se com a avidez.

(Tradução do poema "Amor limitado", de um poeta inglês

(John Donne) que viveu no século XVI..)



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